Cronistas dos tempos de agora

Coisa de jornalista gostar de crônicas e querer escrever umas de vez em quando. O cotidiano é uma imensa reunião de pauta, que você faz mentalmente. Eu, particularmente, estou sempre olhando para os lados e imaginando pautas. Algumas que nunca se realizarão, mas que servem de pretexto pra escrever alguma besteirinha, um texto solto, uma frase, algo que fica guardado no fundo do armário, ao menos.

Não à toa o “slogan” deste blog é: “Porque há cultura em cada esquina”. Eu vejo cultura em tudo (e pauta também)!

Mas voltando às crônicas, tenho três escritores-jornalistas-cronistas preferidos no meio de tanta notícia dos jornais. Eles são um refresco para o meu dia e, muitos, acabam traduzindo momentos, mesmo sem saber. É o caso do Ivan Martins, que escreve às quartas-feiras no site da revista Época.  Incrível como ele escreve sobre temas que estou pensando ou vivendo. E sabe descrever os sentidos, os momentos, os sentimentos, as reflexões sobre as relações humanas. Uma espécie de terapia textual!

Ivan Martins, pra quem não conhece, mora aqui: http://revistaepoca.globo.com/palavrachave/ivan-martins/

Mas o meu preferido de todos, pela pluralidade de assuntos e forma incrível de escrever, é Xico Sá. O cara é gênio. Não tem o que falar. Sou viciada e leio todos os dias, não importa se ele está falando de futebol, política ou das relações amorosas.

Xico Sá mora aqui: http://xicosa.blogfolha.uol.com.br/

Já o último desta lista (e não menos importante) é Marcelo Rubens Paiva. Este cara eu leio há mais tempo, lia os livros dele e, depois, passei a ler as crônicas no Estadão. Esta semana, caiu nas minhas mãos – graças às visitas à Livraria Cultura – um livro com as crônicas mais recentes, chamado “As verdades que ela não diz”. Comprei e estou adorando. Principalmente porque nele está o texto mais legal do Paiva nos últimos tempos chamado “A garota de São Paulo“. Uma homenagem às mulheres de Sampa. Tão bem escrita e tão real que faz qualquer homem do Brasil gostar um pouco mais de nós, paulistanas.

A casa de Marcelo Rubens Paiva é aqui: http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/

Cronistas dos tempos atuais deixam a vida contemporânea muito mais interessante. Muitos textos já me fizeram pensar e repensar sobre assuntos que, às vezes, seguem dentro de esteriótipos. Ivan Martins me ajudou a sensibilizar questões, a entender  um pouco mais os homens (olha que missão difícil!) e a enxergar sempre os outros lados, porque existem vários, não só dois.

Xico Sá é um misto de humor, inteligência e retratos cotidianos, com boas doses de músicas bregas e poesia. É ler um texto dele e saber que foi ele quem escreveu. É uma marca! Comecei a ler “o safado” depois de uma história que ouvi, em que ele xavecou uma amiga de forma “poética”. Para saber quem é o cara, leia os textos dele, aprendi. Viciei!

Paiva já me acompanha desde a adolescência. Leio quase que diariamente. Gosto muito dele, da sua forma de escrita, dos textos com muitos diálogo (inspiração pros meus, que mais “falam” do que descrevem), da simplicidade, das sacadas cotidianas.

Crônicas hoje em dia são reflexo das mudanças do mundo. Quer saber como era a vida nos anos anteriores? Leia uma crônica daquela época. Principalmente se o assunto for as relações humanas. Somos complexos. Somos infinitos particulares (como diz aquela música da Marisa Monte) prontos para sermos desnudados em palavras. Nada como uma boa crônica para simplificar e cumprir esta missão.

Me falta agora encontrar mulheres que escrevam crônicas e que me cativem. Sugestões?

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