The Boss e o melhor show do Rock in Rio

Bruce-Springsteen

Acostumados a relembrar o show memorável do Queen na edição do Rock in Rio de 1985 e analisando as apresentações anteriores como “justas”, cumprindo seus papeis, fomos “obrigados” a nos curvar diante de Bruce Springsteen e dizer: melhor show dessa edição e terá seu lugar cativo ao lado de Queen na história do festival.

Já estava de joelhos cantando as famosas canções do astro quando me dei conta de que o cara não parava um minuto e estava há quase três horas regendo milhões na Cidade do Rock, no Rio. E daí fui pesquisar: The Boss fará 64 anos amanhã. Mas parecia um roqueiro de 20 anos.

Gênio. Sabe agradar e conquistar diversos públicos e faz do seu show um espetáculo impecável. Para os roqueiros é um exemplo de como fazer uma apresentação que passa longe da burocracia, do “cumpridor de metas”, e expõe as vísceras, o tesão, a energia sexual transformada em rock. Falta muito isso nos dias de hoje.

Tesão também é a palavra que define o brilho nos olhos de cada um que faz parte daquela banda. Todos cantando sorrindo, se divertindo, acompanhando o mestre Bruce que não se limitava a ser um frontman. Não. Ele dividia bem seu tempo entre estar ao lado dos músicos e em constante contato e sintonia com a plateia.

Bruce Springsteen mostra ao público o que é respeito por seu ingresso, o que é se divertir num show de verdade e o mais importante: o que é o rockstar de verdade.

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Satisfaction, Rolling Stones

Hoje eu disse uma frase extremista, mas real: “daria a minha vida pra ir num show dos Rolling Stones”. Ok, eu não daria a minha vida, mas faria loucuras pra conseguir esse ingresso. Vai rolar turnê ano que vem, segundo os próprios caras. Vamos torcer pra que seja verdade.

Rolling Stones remete a infância roqueira a que meus irmãos me submeteram, coisa que agradeço MUITO até hoje. Entre os discos dos Beatles, The Doors, Queen, estavam lá os Rolling Stones, os velhinhos feios e “bad boys”, figuras contrárias aos “bons moços” Beatles.

Com uma carreira que têm elementos característicos de uma banda de rock – drogas, muitas mulheres, prisões e confusões – os rapazes fizeram muito sucesso nos anos 60 e 70, assim como os Beatles. Mas eu preciso deixar claro que não vejo sentido neste “duelo” Stones x Beatles – os dois são  FANTÁSTICOS.

“A gente queria ir além de ser um grupo pop. Por outro lado, a gente queria tomar muitas drogas e ter várias namoradas”, declarou Mick Jagger.

E agora eles completam 50 anos de uma carreira que teve lá seus altos e baixos, mas nunca morreu na praia. Com uma vasta obra, recheada de belas canções, os Stones seguem no coração dos roqueiros, justamente por ser uma banda única, que ninguém é capaz de imitar.

Pra encerrar, a frase modesta de Keith Richards: “Desejo boa sorte a quem quiser me imitar, mas é bom saber no que está se metendo. Existem mais coisas na jogada do que aparência. Tem a ver com a música, tem a ver com o blues. É isso que me alimenta”.

Aqui, um dos meus discos preferidos: Some Girls

Uma das músicas que mais gosto (meu toque no celular, inclusive):

E o especial do UOL sobre os 50 anos da banda: http://musica.uol.com.br/infograficos/rolling-stones/

Pra encerrar, de verdade: Dylan, canta pra eles: